Amor/Relacionamentos ( Por que está tudo errado )

O que é o Amor ?

Definição do Dicionário: substantivo masculino.

Forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais.

Atração baseada no desejo sexual.

 

Aqui eu vou falar somente sobre amor e atração entre pessoas que tem a pretensão de uma relação a dois.

Amor (do latim amore) é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa. O uso do vocábulo, contudo, lhe empresta outros tantos significados, tal como  na filosofia e nas ciências humanas. O amor possui um mecanismo biológico que é determinado pelo sistema límbico, centro das emoções, presente somente em mamíferos e talvez também nas aves, a tal ponto que Carl Sagan afirmou que o amor parece ser uma invenção dos mamíferos.

Ok, isso é o amor, agora vamos contextualizar as relações atuais e me diga se existe alguma semelhança com a sua, isso mesmo, essas frases te lembram alguma coisa ? :  “você tem que …”. “Porque você precisa ser assim para mim…”, “você precisa fazer isso para mim…”, “porque se não for assim comigo…”, “quem está junto tem que…”, “compromisso é…”, vixi, se sua relação está assim, vai de mal a pior e sabe o porquê, porque está errado querer o que somente você pode se dar.

No geral as uniões buscam uma certa segurança, seja essa união material ou emocional, ou as duas, saibamos que não é o outro que vai suprir nossas carências.  Quando deixamos de fazer para nós mesmos o que deveríamos, como nos cuidar, nos dar apoio, nos dar ânimo, nos incentivar e principalmente ver o que há de melhor em nós, então tendemos a buscar alguém que o faça. Mas se esta é uma função que devemos fazer, então outros não poderão faze-las em nosso lugar, pois  estaríamos entrando em estado de aprendizado incompleto, o que não deixaria de criar outra carência. Porém a carência de si mesmo é a mais difícil de ser detectada pois culturalmente temos o conceito de esperar do outro um comportamento pré definido como o padrão. Sendo assim transferimos inconscientemente o que deveríamos fazer a nós mesmos para este comportamento esperado do outro.

Vida que segue assim, nas expectativas e no aguardo, por um certo tempo, quanto tempo ?, você deve estar se perguntando, bem, isso vai depender de vários aspectos, como paciência, resiliência, capacidade de reação, força de vontade e observação de cada pessoa.

Então surge aquele momento que você percebe que não aguenta mais. Isso é bem diferente para homens e mulheres, que fique claro tá, são razões biológicas, que deixariam o texto muito extenso, para explicar.  Aquele momento que um nota uma mudança no outro e aí vem  dois tipos de resposta: ou a pessoa faz de tudo para tentar voltar ao que era antes, ou se conforma e desiste! Aqui cabe uma generalização, isso normalmente é sentido antes pelas mulheres, pois independente das particularidades de cada caso, quando a mulher fala em separação, ela já cansou de cobrar a volta do antigo relacionamento. Ela sonha com amor e quer sentir isso que no inicio é evidente mas que com o tempo se apagou. Ela já tentou conversar, brigar, gritar, até surtar mas nenhuma mudança dura ou realmente volta ao que era. Ela se magoa, se diminui, se humilha até que desiste. O sentir para o homem tem outra conotação. Claro que sente e é importante mas no casamento o que quer mesmo é um lar, e se o sentir não estiver nesse lar, ainda assim ele geralmente escolhe permanecer com o lar. Mas quando é o homem que pede a separação, geralmente é porque o sentir fora levou a associação de lar em outro local ou de outra forma. Ele quer seu porto e se o amor ali esfria, ele ainda tenta manter o porto pois isto é o que ele busca da relação. Mas antes ele já demonstrou sinais de insatisfação, de descontentamento com a situação, já tentou apimentar a relação e foi taxado de pervertido, de que só pensa em sexo ou de insensível em querer sexo quando ela está tão cansada. Ela se sente desvalorizada por se doar de alguma forma e ainda assim ele estar insatisfeito. Tenta mostrar a ele o que ela passa e com isso ele, por outro lado, se sente mais cobrado do já se sente normalmente. Tenta mostrar a ela o quanto ele se esforça por causa dela e se sente desvalorizado porque ainda assim ela acha que não está bom…

Tenso hein, difícil, e por fim entra aquela velha máxima, nosso relacionamento não deu certo. E aí que eu quero chegar, como assim não deu certo, e os filhos, e a vida, e casa, sei lá mais o que …. enfim, o tempo que estiveram juntos, deu certo sim, até agora, observando os aprendizados nos relacionamentos, como as pessoas aparecem nas nossas vidas e o que movimentam enquanto existe a convivência, pude notar que o conceito de “dar certo” é na maioria das vezes, mal utilizado. Para quem está de fora e principalmente na posição de terapeuta, é nítido que cada relacionamento vem com um aprendizado específico. Este aprendizado se não é assimilado, pode sim se repetir em novos relacionamentos semelhantes, com a mesma energia, comportamento e mesmas situações. Não é incomum vermos pessoas repetirem um padrão de relacionamento mesmo que este lhe faça mal e que a pessoa se queixe sempre, ainda acaba por conhecer outra pessoa muito parecida em personalidade, não é mesmo? Isso só reforça a teoria de que precisamos aprender algo com nossas convivências, pois também por várias vezes, vemos que quando essa mesma pessoa muda o padrão de pensamento, então passa a se relacionar com outro tipo de parceiro. Então a melhor maneira de sentir que deu certo, e até de prevenir contra conflitos e dissabores que provocam o término e a necessidade de outras experiências iguais, é seguir buscando compreender esse fluxo natural que nos impulsiona sempre na direção de nosso progresso e evolução.

Agradeça pelo tempo que estiveram juntos, agradeça as lições que foram aprendidas, agradeça as alegrias que foram vividas, veja quais são os padrões que você precisa mudar em si mesmo e seja feliz.

Vida que segue, sempre no fluxo da nossa Paz Interior, que essa sim , não tem preço.

Inteligência Emocional

Sobre inteligência emocional.

O Desafio de Aristóteles

Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na
hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.

Esse é o primeiro parágrafo do livro Inteligencia Emocional de Daniel Goleman.

Se eu pudesse sintetizar esse assunto diria simplesmente que, inteligência emocional é arte de controlar as reações sobre o nosso comportamento perante nossas emoções.

Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

O fato é que só conseguiremos estabelecer o início da compreensão de nossas emoções, quando trazemos para nossa consciência que de fato queremos administrar essas emoções.

Como fazer isso ? Após essa constatação, precisamos iniciar por uma autodisciplina, pois a vontade é extremamente importante nesse processo. Comece com a vigília nos pequenos detalhes, como deixar um carro passar na sua frente ou não buzinar para o carro da sua frente, se ele demora a sair quando o sinal abre. Agora se você já faz dessa forma, parabéns, já está no caminho. Outro passo importante, enfrente seus medos, se tem medo de falar em público, comece falando de um assunto que tenha domínio, para poucas pessoas, vá aumentando o nível gradativamente. Outra dica é lembrar dos últimos desentendimentos que teve com vizinhos, filhos ou cônjuges e pensar em como, talvez teria sido diferente se você se posicionasse de outra forma. Na verdade é testando nosso comportamento que vamos nos aprimorando  cada vez mais. Poderia dar mais alguns exemplos, porém ficaria cansativo.

Podemos medir a nossa inteligência emocional a todo momento, basta pararmos e nos percebermos.

Aprender a lidar com o medo, com a raiva, com a tristeza e com as decepções é também o que nos torna pessoas com alto nível de resiliência. Na verdade esses dois assuntos estão intimamente ligados.